quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Lógica do acontecimento. Parte I.
Por que pensamos em termos de moral ?
Em todo limiar da vida, pergunta-se pelo sujeito ativo, e não pelos acontecimentos, pelo contrário, os acontecimentos são recriminados por um apelo moral qualquer. O pensamento tem medo de não controlar sob seu jugo transcendental as grandes "verdades" da vida. A questão é outra, os acontecimentos incorporais...os fluxos moleculares engendrando-se em singularidades imperceptíveis faz o acontecimento, enquanto os corpos em sua essência são os mesmos, os acontecimentos são variáveis, únicos, singulares. Eis a diferença. É preciso pensar a diferença em si mesma, e isso é a verdadeira potência, toda vontade de potência não comporta uma moral externa constrangedora. Nosso pensamento opera em termos morais, aceitando o que vem de fora e de dentro sem produzir. Havendo produção, criação, cria-se a vida sob uma nova ótica ética e estética.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Uma Pergunta...
sábado, 4 de outubro de 2008
MERDA HUMANA.
meu esofago gruniu! meu estômago, minha vida.
expulso as impurezas excretando paladar...
imprimo minha força inflando os lábios.
os meus gestos são atônitos... minha merda
não fede nem cheira.
somos tudo isso - Humanidade. MERDA!
MERDA PURA!
Cagamos o barro de que outrora viemos.
comemos de volta a mesma merda.
Merda que nem fede nem cheira!
MERDA HUMANA. Merda pura.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Nossa Música.
Abro a janela, minha insônia me abraça. Diz amíude, não quer me deixar...
Sou desespero, apenas uma figura póstuma, se faço algo, só pode ser poesia. Já tentei física,psicánalise e filosofia... na política ví as dores de um poeta menor. se ser poeta e se achar no poço fundo da história, sou garimpeiro a procurar barro no ouro. Se ser poeta é lamentar...
Abraço o cume da vida, sou um passita a procura de vida. Em cada passo, sou o tropeço, o preço de ir adiante. Amor e odio, crime e culpa. Falsete de um delirante. Já é muito tarde, confesso que perdi meu tom enrijecido. Prefiro me calar. façam silêncio! Por favor! façam silêncio - Deixe a silhueta da moça falar, deixe meus ouvidos falar - Calem a boca! me deixe desregrar minha potência. Me deixe durmir. calem a boca! Ouçam, apenas ouçam - Nossa música tocou... Pela última vez.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Há algo de belo no odor das carniças.
isso é amor ? para um mortal que transou consigo mesmo, não há amor maior que o egoísmo.
Mesmo assim eu te amo! bela mortal, minha vida é inteira pra ti. Meu absurdo é amar-te como uma carniça que jazi Baudelaire já dizia. Meu absurdo é um absurdo, por mais absurdo que seja é banal dizer o quanto eu te amo.
Decifra-me ou devoro-te. Já dizia a Esfinge, tenho prazer no prazer das pessoas, sinto furor imenso em beijar-te como tua boca modela em meus lábios esbeltos, seu doce sabor é meu puro prazer.
Decifra-me ou devoro-te ! com assas prazer. Erga os teus lábios e deflorarei tua carniça... carniça que tanto amo, carniça que me dá prazer.
sábado, 2 de agosto de 2008
Pesadelo III
Noite fria. Trevas uivantes, um asqueroso temporal de sentimentos se confundem, como um abismo dentro de um ser falido. Quanto mais o vento corta meu rosto mais enfurecido fico, minha angústia é um personagem real, dança com minha consciência, baila com a culpa e degola o desespero. Nesse diálogo moral, muitas vezes agressivo, meu organismo se degenera como maçãs podres a derrocar o álcool de outrora.
Se estiveres vivo? Pergunto eu – é uma questão de tempo. Aquela alma peremptória estirada ao meu lado era só mais um entre outros, entre muitos.
Que pesadelo horrível! Não podia acordar, não queria acordar, e quanto mais eu sonhava meus intestinos se abriam como um buraco negro, era mesquinho e mordaz aos meus instintos. Duas paredes se tocavam. Eu tocava o rosto de daquelas paredes, não podes imaginar quão horripilante fora pra mim.
Eu sentia o perfume doce das rosas queimando em meu corpo, meu sangue salgado ardia em um furor absoluto, ergui meu ombro esguio e rachei a cabeça de um padre com um golpe de machado, enquanto seu sermão não me tinha serventia. Deliciei seu sangue ruim em seu crânio como taça. – Um vinho dos Deuses, gritava. Após tal alvoroço fui-me deitar com as prostitutas da cidade. Pois em noites frias, minha virilidade e minha sede por sangue aumentam. Quando, pois perguntarem quem foi capaz de tal alvoroço diga-lhe: um andarilho inconsciente, tal; Artur Weber.