sexta-feira, 22 de maio de 2009

Reflexão.

Os erros de português vão ser constantes dada a proposta de escrever sem um propósito único, nesse caso, o único propósito de escrever é escrever sobre como é chato escrever sem propósito.
Tão chato quanto chover no molhado ou até mesmo compreender que o triângulo tem três lados, tautologia de merda. A vida as vezes parece chover no molhado, não é diferente, vejamos a brevidade da vida; são cinquenta, sessenta, setenta anos no máximo de uma vida útil, que nos leva crer que a utilidade da vida enquanto sentido deve ser justificada. Justificamos o sentido da vida na criação ou adaptação que damos a esta, o juízo que empreendemos da vida, nossas concepções nos levam a determinados pré-conceitos que nem sempre são aceitos pela razão, ainda que essa impere sobre os desejos como queria os filósofos. Dois pólos orientam a concepção de homem no século XXI,ou as noções de aqui e agora, como se o globo estivesse em nossas mãos e o controle remoto fosse nossos desejos ou nossa herdeira linha rígida, que comanda nossos pré-conceitos que nos faz crer a partir da razão numa vida pautada sob um regime, seja qual for. Dois pólos, uma linha pende demais para a desorganização e desconstrução, outra para o conservadorismo e o medo de tudo aquilo que possa mudar, de fato que o visível e diferente não pede passagem, entra pela porta da frente, toda mudança demanda de certas predisposições a falência do postulado anterior. Artur Weber não precisa recorrer a um super- homem, como o fez Nietzsche. De forma cética o problema é encontrar o homem e não sua provável função.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Artur Weber e um raro momento de Paz.

Pela manhã passáros cantam em versos uma linda canção. Pela manhã a aurora inspira explendor, Sinto o perfume de uma nova era, sinto os passos acanhados na rua, ouço as vozes das carolas cantando, vejo o bebâdo a brindar o santo, os pães quentinhos de outrora (...) sinto-me bem. Um inconoclasta liberto de seu carma, nem sempre e assim. - sei muito bem, nem sempre é assim; depois de tantos pesadelos, noites sombrias, fanstasmas ocultos, raros são momentos em que a natureza vem nos presentear com suas vestes de energia sagrada e resoluta. Vive-se muito tempo e ama-se muito a vida para ter raros momentos de paz(...) Mas como o sono que outrora rouba-me de minha lucidez, não há nada que deponha tanto á favor da vida quanto estes raros momentos que narro; ainda me perguntam por que somos tão pessimistas ou realistas, que seja. Mas ao respirar ar tão puro, se descobre, que nem mesmo o maior orgásmo pode superar esse bem estar. Artur Weber, até mesmo em sua face mais demoníaca, um dia sentiu-se perto de Deus, sem que pra isso, precisase falar(...) Não há silêncio, nem desejos carnais que possam explicar; um o raro momento de bem estar, bem estar consiguo mesmo, Um breve momento de paz.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Artur weber - Pesadelo sem cura.

Depois de ler dias á finco, enquanto muitos comemoravam "Carnaval". Não me interessa os outros e suas manifestações folclórico-maniqueístas que necessita de um feriado mesquinho para exaltar as orgias que outrora vivo todos os dias. Há muito tempo dormia em paz, após ter transado comigo mesmo, pensei que estivesse curado de meus pesadelos. Não que busque uma cura ou terapia. A sensação de que não posso dormir me chateia, tenho a impressão de que dormindo enlouqueço, perco a razão. O que deveria ser descanso, se torna um emaranhado de sentimentos acordados. Muitas vezes sensações ruins. Por favor! peço aos psicanalistas de plantão que, não determinem, muito menos reduza tais experiências como se fosse religião. Não há nada de místico em viver uma vida dúbia, ser racional durante o dia e experimentar a loucura em forma de pesadelos. - Enlouqueci. Por volta de mais ou menos, 10 anos, venho tendo o mesmo pesadelo, ora descontínuo, ora linear. Se este remete ao meu passado? - Diria, que sim, remete aos anos de colegial, tempo em que meu talento para literatura fora abafado pelas peripécias escolares. Todo aquele ambiente, e a luta que se fazia para produzir... não foi uma época muito boa. Ainda ouço meu coração bater forte, ao me sentir um aluno, desconfigurado, causa perdida em termos de conhecimento. Humilhado pelos meus pares. Mas sobrevivi, apesar das crises, o abandono inicial, o complexo, e a vontade de não ver tanta gente todos os dias. Esse pesadelo não acabou. Acordo suado, em uma sala de aula me sinto confuso, o ano letivo acabando, meu desespero... pois, mais uma vez ... não fui capaz de me organizar e terminar o ano com média. Sinto cheiro de choro e desespero. Não quero remeter á nenhum trauma. Não é esse o objeto de minha análise, embora pudesse ser verossímil. O que quero tratar e o delírio. Como posso enlouquecer nas noites que durmo, e pedir socorro ao café, pra que não durma mais á ponto de ter o mesmo pesadelo. Há 10 anos, sinto cheiro de escola em minhas alucinações, não controlo a decepção e o fracasso de mais uma vez ser reprovado. Embora tenha sido reprovado, realmente, a mais de 10 anos. O que mais intriga em meus pesadelos, e que, hoje, exerço o pensamento através da literatura. Podem confundir-me com meu professor, professor que menos importa em meus pesadelos, pois aquele que sempre falha, que não consegue fechar o ano com nota sou "eu". Mas além dessa conjugação ( Sala de aula - cheiro de escola- aluno- professor). Entra o aspecto "razão" aparentemente esses termos não se conectam. Mas nessa encruzilhada rizomática, essas coadunações "inconscientes" que projeta- (produz) uma experimentação, ao invés, de sintôma e análise. A experimentação que interessa é a" loucura" o delírio produzido pelo pesadelo. O medo de dormir, sobretudo, um olhar acientífico, da questão. Não importa os sintomas ou a cura, nos importa ir fundo... ir longe, expandir as linhas da loucura ou des-razão. Caso seja necessário, ter o mesmo pesadelo, a vida inteira, experimentar a sensação ímpar que trás... Tudo isso, é mais precioso, que a cura psicanalítica.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Uma conversa.

Pergunta: Surge-me uma nova questão, pode parecer estranha, mas veio como um raio. Bom, uma vez que temos as singularidades, que nunca se repetem, e para pensar Deleuze, pensamos em termos de singularidades cujo os corpos é o que há de ontológico. Portanto as singularidades não se repetem, com isso podemos crer que o que se dá é á diferença. Pois bem, tais singularidades por serem impessoais comporta uma multiplicidade. Daí queria entender melhor esse ponto, multiplicidade e singularidade. Se há realmente multiplicidade na singularidade. Sobre o site do Professor Ulpiano, foi uma ótima dica. Valeu, velho.

R: Para entender o que é multiplicidade e singularidade, convém também sacar o que é a diferença e como ela foi pensada pela filosofia sedentária. O que vou tentar fazer é mostrar para você que a diferença é a relação identitária entre termos, pressupondo assim algum tipo de contradição. Já a singularidade é pensada como acontecimento único. Poderia começar com vários filósofos, mas vou até a base, na lógica aristotélica.
Aristóteles propõe quatro princípios da lógica que perduram até hoje na filosofia sedentária. São eles: 1) O princípio da identidade: A=A, ou seja, tudo aquilo que é, para ser si mesmo, deve permanecer igual a si mesmo no durar do tempo; 2) O princípio da não-contradição, A é diferente de B, para algo ser si mesmo deve ser distinto de um outro clara e objetivamente; 3) Princípio do terceiro excluído: A + B = C ou D. A união de dois termos só pode dar uma coisa ou outra, jamais uma miríade de termos distintos; por fim 4) Princípio da casualidade: A causa B causa C causa D causa E. Portanto, A até causa E, mas não sem antes ter passado por um processo de diferenciação constante e ininterrupta. Essa lógica aristotélica estabelece uma diferença. No entanto, é uma diferença entre termos, ou seja, em busca de uma união entre eles. Os termos são diferentes porque são comparáveis entre si. Há, logo, uma pressuposição homogeneizante em jogo aqui. É preciso haver possibilidade de conseguirmos unir A e B num pensamento/reflexão para conseguirmos distinguir um e outro. Isto posto: a diferença é a união contraditória comparativa entre corpos, pressupondo um meio em comum a estes. Exemplo: se uma cadeira é diferente de uma mesa, esse postulado só é possível porque: primeiro, estabeleceu-se um mundo em comum onde estão presentificados cadeira e mesa; segundo, estabeleceu-se um olhar para além dessas materialidades corporais que pôde a partir disso pensar a diferença entre ambas; e terceiro, o pensamento é a faculdade humana que possibilita a distinção clara e objetiva das diferenças. O que eu quero propor é uma tríade: diferença-homogeneidade-identidade. Quando Deleuze começa a pensar a diferença é para colocar que o diferente é o singular. Veja. O singular não é aquilo que comparado a outro corpo é diferente. Mas aquilo que, em si mesmo, traz uma força de si próprio. Vou tentar ser bem prático. A diferença entre um apagador e um quadro não está nas qualidades identitárias de um quadro e de um apagador, mas no fato de que estamos falando desse ou daquele quadro ou apagador em específico. Veja que interessante! A questão da diferença é uma questão transcedental. A questão da singularidade é uma questão imanente a um corpo. Vamos só mais um pouco. Se a diferença remete à identidade, a singularidade remete a multiplicidade. Cada diferença requer uma identidade e um meio em comum. Cada singularidade, por sua vez, remete a uma multiplicidade de meios. É preciso que sempre se diga qual quadro é este, em que lugar ele está, quem o usa, o que nele é escrito etc. Cada quadro remete a um território específico de existência. É isso.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Lógica do acontecimento. Parte I.

Pensamos errado, em termos predicativos, transcendental ... quando deveríamos pensar de forma diferente, para além do platonismo. Fundar uma ontologia as avessas como fez Deleuze. Transgredir utilizando o que há de mais nobre no pensamento ocidental, e operar pelos fundos, ser máquina de guerra ao invés de estado. As máquinas de guerra são o contrário do estado, e a evolução a-paralela ao estado. Pensamento como máquina de guerra consiste em guerrear sem declarar guerra, uma guerra que se dá pelos fundos. A maneira dos aparelhos de poder.

Por que pensamos em termos de moral ?

Em todo limiar da vida, pergunta-se pelo sujeito ativo, e não pelos acontecimentos, pelo contrário, os acontecimentos são recriminados por um apelo moral qualquer. O pensamento tem medo de não controlar sob seu jugo transcendental as grandes "verdades" da vida. A questão é outra, os acontecimentos incorporais...os fluxos moleculares engendrando-se em singularidades imperceptíveis faz o acontecimento, enquanto os corpos em sua essência são os mesmos, os acontecimentos são variáveis, únicos, singulares. Eis a diferença. É preciso pensar a diferença em si mesma, e isso é a verdadeira potência, toda vontade de potência não comporta uma moral externa constrangedora. Nosso pensamento opera em termos morais, aceitando o que vem de fora e de dentro sem produzir. Havendo produção, criação, cria-se a vida sob uma nova ótica ética e estética.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Uma Pergunta...

Sim, valeu pela dica, percebi a complexidade em querer sacar os conceitos em Deleuze e Guatarri. Sacando as aberturas e interpretações, fica mais claro. Mas voltando ao que queria dizer. Percebo um quebra com relação aos pensadores sedentários ou a tradição da filosofia em Deleuze e Guatarri ... como uma genealogia do pensamentO. Nietzsche já havia insurgido contra essa "boa vontade" na qual tendia o pensamento ocidental. A Razão contra tudo o que é humano, passível de paixões. Nesse sentido leio: A filosofia sedentária preza ao platonismo, a verdade socrática. O pensamento nesse sentido não opera a diferença em sí mesma, potência criadora, que implica movimento, ruptura. Temos, como exemplo, Espinosa no cume dessa ruptura. Tudo bem, mas o conceito de repetição não me é claro na leitura, e o porque essa diferença necessita da repetição. Deleuze (solo) parace fazer uma leitura de que a repetição por si mesma é contra a natureza, por isso transgressora, portanto, aí , opera-se a diferença.

sábado, 4 de outubro de 2008

MERDA HUMANA.

Boca pedante ! espalha infectada.
meu esofago gruniu! meu estômago, minha vida.
expulso as impurezas excretando paladar...
imprimo minha força inflando os lábios.

os meus gestos são atônitos... minha merda
não fede nem cheira.
somos tudo isso - Humanidade. MERDA!
MERDA PURA!

Cagamos o barro de que outrora viemos.
comemos de volta a mesma merda.
Merda que nem fede nem cheira!
MERDA HUMANA. Merda pura.